quinta-feira, 29 de junho de 2017

Fidel do Patriota - Começando sua Carreira!

Fidel do Patriota - Cubana da Província x Príncipe da Nata, com pouco mais de 3 anos. Começando sua carreira em pistas! Parabéns aos proprietários e apresentadores pela confiança em nosso trabalho de seleção. Mangalarga Patriota - "Saude, Temperamento e Marcha"

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Beleza Zootécnica e o Desafio Moderno da Seleção Funcional

Beleza Zootécnica e o Desafio Moderno da Seleção Funcional ______________ "A beleza é um valor tão importante quanto a verdade e a bondade" Roger Scruton ______________ Admitiam os antigos filósofos gregos, é belo aquilo que nos eleva a perfeição, portanto é belo o que é bom. Na zootecnia o conceito de beleza zootécnica não é muito diferente. Avanços enormes na raça Mangalarga foram feitos em termos estéticos e na marcha trotada típica da raça, no entanto ainda precisamos avançar bastante nas questões de temperamento, rusticidade, resistência e mesmo no galope, “pai da marcha trotada”, o que se pode traduzir de maneira resumida como Funcionalidade ou Usabilidade dentro do padrão racial. Quem usa um cavalo na prática sabe que características como bom temperamento de sela, equilíbrio e resistência acabam sendo muito mais relevantes do que qualquer outro quesito. Saúde (rusticidade), temperamento e resistência definem um bom cavalo. Caracteres morfológicos e andamentos definem as raças e estes só existem quando exacerbam ou aprimoram aquelas características básicas, deste modo acabam sendo indissociáveis. Não existe beleza inútil! Alvo de estudo da ezoognósia, ramo da zootecnia que estuda o exterior dos animais e como ele se correlaciona com suas funções e sua fisiologia, conceitua-se a beleza zootécnica como sendo o que é bom, aquilo que funciona para uma determinada atividade ou função e enquadra-se esses caracteres dentro de proporções gerais e parâmetros desejáveis. O problema é quando as generalizações começam. Estudar proporções mecânicas ou tipos morfológicos e dentro destes parâmetros generalizar de modo dedutivo que um animal é melhor do que o outro não funciona. Existe muito mais em um animal ou cavalo especificamente do que o que os olhos podem ver. Os parâmetros são indicativos, mas só na prática é que pode se avaliar o que é melhor do contrário poderíamos formar plantéis inteiros cruzando e selecionando apenas fotografias!!! Por exemplo: Um Úbere grande é indicativo de boa produção leiteira, mas nem por isso a vaca que tem maior úbere sempre produz mais leite. Um cavalo grande tende a saltar mais alto que um pequeno cavalo, no entanto, nem sempre o maior cavalo é o que salta mais alto. Muito hoje em dia na raça Mangalarga discute-se sobre beleza, proporções, porte, peso, etc, visando uma raça compatível com seu projeto zootécnico, funcional, rustica, e de bons andamentos e muito se fala em como compatibilizar tais parâmetros, amplamente já discutidos e definidos no padrão racial e mesmo décadas antes dele, dentro dos julgamentos morfológicos funcionais das expos. Essa compatibilização é extremamente limitada. Só obteremos as respostas certas se fizermos as perguntas corretas! As pistas de julgamento e os juízes só podem nos responder aquilo que perguntamos a eles. E estamos perguntando apenas o seguinte: Qual cavalo, nessas condições, se enquadra melhor na cartilha da raça preconizada junto a associação? Só.... Falar que um animal que passou por essa sabatina é mais rustico, mais resistente, tem melhor temperamento, portanto é mais funcional que este ou aquele é pura dedução intelectual, sem base concreta especifica para estas qualidades. E são qualidades inerentes e importantíssimas a raça Mangalarga em sua funcionalidade básica de cavalo de sela de um pais tropical e continental como o Brasil. Qualquer tentativa artificial de imposição de score corporal, modo de manejo, equitação, acaba caído por terra, primeiramente por ser mais do mesmo, deduções e generalizações de cartilha e depois por que naturalmente dada uma condição de competição os agentes participantes vão usar de todos os meios cabíveis e possíveis para chegar em melhor condição naquela competição e estritamente para ela, não importando nada que não seja apenas o relevante para vence-la. De modo que sem as “perguntas” ou MEIOS DE SELEÇÃO corretos nunca chegaremos a seleção eficaz e completa na raça e, portanto, o velho Colorado, ápice da seleção e modelo da raça nascido em 1912 vai ficando para trás somente como uma lembrança.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

QUE COMECE A ESTAÇÃO DE MONTA!!!

Garanhões de desempenho e genética fundamentais ao nosso trabalho de seleção!! Que comecem os trabalhos!!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Marcha Trotada - A filha do Galope!

A seleção da raça Mangalarga começa muito antes da formação das associações de raça. É uma seleção que remonta a própria colonização do Brasil, ao estabelecimento da família Junqueira no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo e que deu origem a duas raças de cavalos nacionais prima-irmãs e que até hoje lutam em firmar bases sólidas para suas identidades. Ninguém sabe de onde veio o gosto pela Marcha, mas esse acessório, hoje selo racial, sempre foi apreciado, selecionado e caminha junto a tropa Mangalarga desde suas origens. Foi em Minas que a raça aflorou, mas quando migrou para São Paulo, por volta de 1812, essa manada já testada na lida, criação campeira e na Marcha acaba por ganhar outros contornos. Contornos de cavalo Europeu! Em São Paulo, mais especificamente em Orlândia os “arquitetos” da raça Mangalarga, vulgarmente chamada de Paulista, empreenderam seleção notadamente voltada a um melhor GALOPE e MORFOLOGIA EQUILIBRADA, sempre mirando o modelo de cavalo de sela internacional. Nessa empreitada a infusão de sangues exóticos como PSI, Árabe, Sela Americano, dentre outros, e o uso nas caçadas de veado, foram de primeira importância. Mas eis que nessa busca por um enquadramento de morfologia e galope superiores, surge um subproduto, A Marcha Trotada! A Marcha Trotada é filha da seleção do galope e da morfologia! Foi com genial argucia que a família Junqueira, na figura de um de seus patriarcas paulistas, Coronel Chico Orlando, observou que os melhores animais de galope apresentavam um andamento característico, diferente de tudo que já tinham observado. Uma marcha diagonalizada, equilibrada, cadenciada, de espaduas soltas, cômoda e que favorecia sobremaneira o galope e a agilidade do animal quando exigido no esporte ou na lida de campo. Era a Marcha Trotada! Está aí o ouro do Mangalarga, sua Marcha Trotada, tecnicamente batizada e genialmente observada e selecionada daquela manada original mineira onde toda uma miscelânea de marchas era propagada sem maiores critérios que não fosse a maciez. O cavalo Colorado (1912) que ficou sendo então o modelo de cavalo Mangalarga, aquele que reunia em si todas as qualidades observadas em seus antecedentes e que só mostraram utilidade com a seleção funcional e morfológica paulista, foi o ápice, e não o começo de um trabalho de seleção que já durara cerca de 1 século em terras bandeirantes. Por fim, é importante ressaltar também que nenhuma outra raça no mundo possui tais características como temos no Mangalarga, sendo então, não só uma jabuticaba Brasileira, mas verdadeiramente uma pérola negra preciosa que devemos valorizar e manter fiel ao seu padrão racial original. Luiz Alberto Patriota Associado ABCCRM 07646
Sheik - Descendente de Colorado, notório por sua boa Marcha Trotada!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Expedição Pirineus - Mangalarga Patriota

Aconteceu na última semana a Expedição Pirineus - de Brasília a Pirenópolis, três dias e 100km de Cerrado. Os criadores da Raça Mangalarga José Jr. (Sufixo OA), Flavio Fernandes (Sufixo FL da Catedral), Luiz Alberto Patriota (Mangalarga Patriota) e entusiastas estiveram presentes com os Mangalargas Gabriela OA, Germana OA, Tocantins ZCM, Romano FL da Catedral, dentre outros.
Obrigado Tocantins por me conduzir com conforto e segurança por esta memorável expedição!!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

100 mil Acessos!!!

Obrigado a todos os leitores e amigos que contribuem diariamente com nosso blog! São mais de 100 mil acessos e 8 anos de criação de conteúdo voltado ao cavalo e em especial ao cavalo Mangalarga!!! O espírito que me moveu a 8 anos de condensar o escasso conteúdo sobre equinocultura em língua portuguesa continua mais vivo do que nunca de modo que todos possam contar com essa fonte segura e gratuita de informação para criar cavalos cada vez melhor e com mais responsabilidade e quem sabe até, se encantar como eu, pelo Mangalarga! O cavalo de Sela Brasileiro!! Abraço Patriota

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Dois Cartórios! Duas Raças? Revisão Histórica...

Mangalarga e Mangalarga Marchador dois Cartórios! Duas Raças? Estive outro dia lendo, em primeira mão, mais um dos “papiros” do meu querido amigo escritor, competente criador de Mangalarga Marchador e historiador quase profissional Ricardo Casiush. A nudez das informações históricas e sua honestidade implacável ainda sim não conseguem esconder as opiniões apaixonadas e as meias verdades que muitos criadores tentam dar a versões que se perpetuam pétreas pela história. Tratava o livro em questão sobre as origens da tropa de Minas e suas linhagens primordiais. Fortuna, Joia da Chamusca, Sublime, Gregório, Telegrama Velho, Rosilho/Abismo estão lá incontestes como sementes primeiras a darem frutos no Mangalarga e no Mangalarga Marchador e disso ninguém pode argumentar diferente. Mas quase que aproveitando desta origem comum, surge o grifo de um iminente criador, disse ele: “...uma raça com dois registros”. Sob o argumento de fechamento do livro de maneira precoce na ABCCRM em 1943 os criadores de Minas foram obrigados a fundar a ABCCMM. Pus-me a pensar!!! Seria essa a verdadeira versão da história? Pelo que compilei de muitos registros históricos, creio que não... Dizer que os Mineiros abriram seu cartório por causa do fechamento precoce do livro de São Paulo é uma meia verdade. As divergências deram-se muitos mais por questões político-econômicas (SP X MG), e mais ainda por divergências ZOOTECNICAS. O cartório de São Paulo em 1934 foi o primeiro a lançar bases zootécnicas sob a tropa e a observar e selecionar prodigiosamente, diga-se de passagem, a MARCHA TROTADA, selo racial da tropa paulista e um dos cernes da discórdia entre mineiros e paulistas até hoje. De lá pra cá, infelizmente, foram muitos os desvios de rumo, mudanças de modelo e o contrabando genético nos dois cartórios, muitas vezes sob o argumento do melhoramento racial ou novamente sob o argumento, “uma raça com dois registros”, de modo que penso ser primordial entender de uma vez por todas o dilema ORIGEM COMUM X MODELOS DIFERENTES, para criarmos identidades e modelos de cavalo sólidos em ambos os cartórios e para que talvez num futuro próximo sem sombra de dúvidas possamos todos, mineiros e paulistas, estarmos convictos de que são dois Cartórios e duas Raças, patrimônios nacionais e cada qual com sua beleza, função e banco genético!!! É minha Opinião! Luiz Alberto Patriota de Araujo Costa